Maio 2020

Bom dia, bom domingo, bom Dia da Mãe! Mais um fim de semana por casa e, este, ao contrário de todos os outros, nos últimos dois meses, está reservado a fazer aquilo que aqui esta mãe mais gosta de fazer: desenho de campo (com as minhas alunas, as quais, desta vez, foram as minhas sobrinhas e filha), assistir às minhas aulas de Design de Interiores (ainda que por Zoom), fazer diy e publicar aqui um novo artigo (gosto sempre tanto!). Decidi começar uma série de artigos nova a que vou chamar de Copy, Paste. Vai tratar-se disso mesmo: vou pegar em fotografias inspiradoras e repeti-las com o que tenho em casa. Fiz isto ontem como forma de diversão, apenas como um momento meu. Gostei tanto do resultado que resolvi partilhar. Acho que esta é a prova de que todos nós temos muitos objetos em casa que fazem composições lindas, apenas temos que olhar para eles de outra forma. Senão, vejam:     Esta foi a fotografia que eu escolhi para "brincar". Pertence a Polly Florence. Não a conhecia mas vou começar a seguir o seu perfil no Instagram. É muito bom! Corri a casa à procura de objetos similares e o resultado foi este:     A ideia não foi fazer igualzinho, mas ajustar ao nosso estilo e ao nosso espaço. Neste caso, a fotografia da Polly Florence representa um cantinho no quarto; no meu caso, adaptei a um cantinho na sala. Tem, por isso, as devidas diferenças.   À esquerda: calculadora antiga que uma tia nos ofereceu; quatro dos meus livros favoritos (o último, também uma oferta muito especial de um tio). No centro: Linen Spray da Zara Home (que uso quando passo a ferro – sempre aqui na sala – e, por vezes, como ambientador e perfumador dos sofás e almofadas); uma simples garrafa de água de vidro com plantas secas, que apanho aqui e ali. À direita: um copo  da Kasa, que serve de porta-velas e um vaso com uma suculenta, que esteve muitos anos na rua e ganhou esta patine linda. Atrás: dois diy que fiz para esta composição (explico como, a seguir).     breathe   Bastou um pedaço de pano cru, uma moldura de...

A nossa primeira coleção – The Shadows Collection – está a ser um sucesso! Trata-se de um conjunto de jarras de parede com a assinatura Carla Nazareth (designer e ilustradora), a Carlota aqui do 52. Muito agradecemos a quem partilhou esta novidade e, sobretudo,  a quem já fez a sua aquisição. O sucesso tem sido tal, que acabámos por tomar uma decisão, em favor dos nossos clientes: por forma a não massificarmos a venda das peças e garantirmos alguma exclusividade na decoração das suas casas, decidimos fazer tiragens numeradas e limitadas a vinte exemplares de cada. É certo que, sendo peças feitas à mão e em madeira (ou a partir de fibras de madeira), não existirão duas iguais e todas registarão diferenças mínimas, entre si; no entanto, consideramos que uma tiragem limitada aumenta a sua exclusividade e distinção, atribuindo-lhes maior valor. Entretanto, fizeram-nos chegar algumas questões, às quais temos respondido e que reunimos agora, aqui, num Q&A, para um melhor esclarecimento geral. Quaisquer outras dúvidas, não hesitem em nos contactar.   Q&A The shadows collection   De que materiais são feitas? As peças Beech são produzidas em contraplacado de faia de 10mm de espessura; as peças Grey em Valchromat de 8mm de espessura. Toda as peças têm tratamento final, uma proteção com óleo natural e ecológico. O que é contraplacado? Contraplacado é um material criado a partir de placas de madeira sobrepostas e coladas sob pressão, sendo, por isso, mais resistente do que a placa de madeira simples. O que é Valchromat? Não sendo MDF, pode considerar-se uma evolução deste material, feito a partir de fibras de madeira coloridas, neste caso coloridas de preto, o que lhe confere o tom cinzento escuro. O valchromat tem um toque macio e é muito resistente à humidade. Como se colocam as plantas/flores? Todas as peças possuem um recipiente no verso, no mesmo material. Este recipiente não está preparado para receber água, apenas as flores ou plantas secas, mas está desenhado para que nele se possa inserir um copo, frasco, jarra ou garrafa de água de vidro ou de plástico com água e plantas frescas. Como se pendura na parede? Na jarra está incluído o suporte de parede. Qual a dimensão das...

Por aqui os dias passam a correr e – mesmo assim, diferentes, por casa – sejamos francos, uns melhor e, outros, pouco satisfatórios. "Ao contrário do que seria expectável com tanto tempo por casa, não tenho conseguido produzir rigorosamente nada", disse-me uma amiga. E outra: "por aqui, tento manter energia para o essencial mas também não têm sido dias produtivos como eu gostaria… A cabeça cria mais bolhas do que capacidade criativa. Mas… haja saúde, não é?" Dias bipolares, é o que os nossos têm sido. Há dias em que me sinto atarantada, a querer fazer tudo e sem ver o fim a nada. Há outros em que consigo o foco e lá vou eu, de manhã à noite, em modo cruzeiro (mas sempre um tanto ou quanto assoberbada). Ontem, virei-me à casa. Limpei, arrumei, troquei coisas de lugar, redecorei, o Marcelo resolveu uns quantos "probleminhas" caseiros e as miúdas ajudaram com os seus quartos e com a roupa lavada. Well done! (pancadinhas nas costas) Entretanto, cheguei à conclusão que devo ser mesmo uma "fadinha do lar" porque, apesar de cansada, cheguei ao fim do dia com uma grande sensação de bem-estar mental e com o sentido de missão cumprida, com a mente muito estimulada e cheia de vontade de "fazer mais coisas". Daí, ter-me surgido o conteúdo para este artigo, que eu espero que vos inspire. Eu sei que às vezes estes artigos chateiam-nos mais do que nos ajudam, porque pensamos "tanta gente a fazer tanto por aí, a cozinhar como se não houvesse amanhã, a fazer imensas atividades com os filhos, vídeos e cursos,  a fazer isto e aquilo, e só eu não tenho força anímica para nada". Pois, deixem-me dizer-vos que há dias em que me sinto exatamente assim e em que fazer qualquer coisa é um esforço enorme e uma luta contra o desalento, mas, vendo bem, será normal (até a pequena inveja é normal) e, ainda assim, lanço este artigo para que, quando não souberem por onde começar, peguem nesta listinha, pensem em mim :-D e avancem...

Chegámos à primavera e decidimos começar a fazer as "limpezas da época" aos poucos, uma divisão de cada vez, sem pressões, sem grandes alaridos e estardalhaço mas, ainda assim, de modo rápido e eficiente (porque, por estes dias, somos cinco a habitar esta casa, o dia todo). Em poucas horas este quarto ficou prontinho para uma nova temporada, em que se terá que se aguentar com as limpezas semanais, mais ligeiras. E porque acho que encontrei a chave para uma limpeza profunda, rápida e eficiente, vou partilhar aqui, em forma de guia. Começo com uma nota: dia de limpeza não será dia de organização de armários, roupeiros e gavetas. Esse é todo um outro assunto para outro dia e outro artigo. Vou partir do princípio de que farão isso noutra ocasião ou que, melhor ainda, até já foi previamente feito. Fazer tudo no mesmo dia é que poderá ser demasiado avassalador e impossível de concretizar. Posto isto, atiremo-nos à limpeza!   Como limpar o quarto com rapidez e eficiência Antes de mais, listar as tarefas a realizar (nem que seja mentalmente) para, por um lado, garantir que mantemos uma ordem de trabalhos e o foco, sem perder tempo a tomar decisões constantes e, por outro lado, para avançarmos com clareza para o próximo ponto; Ainda antes de começar a limpar, reunir todos os utensílios e os nossos produtos favoritos: aspirador (com as diversas escovas), pano do pó ou espanador, pano e creme de madeiras, pano e detergente multiusos, pano (ou jornal) e detergente de vidros, balde, esfregona e detergente para pavimento, vassoura ou mopa. Destralhar, ou seja, retirar tudo o que não pertence ao quarto e colocar nos devidos lugares, tudo o que está estragado e tem que ser arranjado ou eliminado, tudo o que está a mais no sentido de impedir uma boa circulação de ar e luz; limpar ao máximo todas as prateleiras e superfícies das coisas que, na realidade, não usamos; O nosso quarto já está tão minimalista e destralhado que rapidamente consegui tirar mesmo tudo, deixando apenas os móveis. Retirar tapetes, cortinados, mantas, edredões e almofadas e separar para sacudir, aspirar ou...

Quando começámos este blog, em 2016, longe de nós imaginar que nos traria uma nova área de negócio para a empresa, a Nósnalinha – atelier de design de comunicação e ilustração. A ideia na altura, como hoje, era apenas a de partilhar com quem nos seguisse, tudo o que sabíamos e íamos aprendendo acerca de bricolage, decoração, organização e algumas ideias de diy.   No atelier, trabalhávamos sobretudo o design de comunicação vocacionado para o público mais jovem, famílias e comunidade educativa. Muitos livros infantis e manuais escolares de cá sairam! A área de produção também já existia, mas era muito vocacionada para eventos infantis (como os espaços de Natal para as crianças, espaços de workshops, decoração de fraldários,...

Parabéns ao Ajitama Ramen Bistro, que está a celebrar um ano! Parabéns ao António Carvalhão e ao João Azevedo Ferreira, os mentores do restaurante. E parabéns, também, ao gabinete de arquitetura JCFS, que desenvolveu a imagem deste espaço, nomeado para Building of the Year pelo ArchDaily. (Fotografia de capa: Fernando Guerra) Parece que foi ontem, mas já lá vai mais de um ano que fomos contactados pelo gabinete de arquitectura JCFS para uma colaboração na execução de uma parte do seu projeto. Foi-nos pedido que os ajudássemos a construir e a instalar aquelas estruturas de madeira suspensas do teto, uma interpretação artística dos ovos presentes no Ramen, o prato servido neste espaço de inspiração japónica. Sim, estas estruturas são espetaculares, de uma leveza e beleza incríveis! Sim, uma loucura de trabalho, só possível de concretizar com uma boa estratégia, muita organização e muito espírito de equipa! E sim, um desafio de construção mas, também, um gozo enorme de ver crescer. Deixamo-vos algumas imagens e um vídeo da nossa modesta participação neste projeto magnífico. Por aqui, farão ideia do que foram umas quantas semanas de trabalho na oficina do 52. Vejam o vídeo ↓ (e coloquem um Like, se gostarem) Beijos e abraços, Carlota...

Quando começámos este blog tínhamos a intenção de tornar a nossa casa e o nosso espaço de trabalho locais tranquilos, organizados e inspiradores. Não há dúvida de que, se a organização em casa nos traz muito mais paz, tempo e dinheiro, no trabalho é condição essencial. Com organização não me refiro apenas a arrumação mas, também, a “problemas resolvidos” - uma tomada partida, uma cadeira bamboleante, uma secretária pequena, uma iluminação desadequada, uma má organização do espaço,...

O artigo de hoje vem na sequência do artigo anterior, pelo facto d0 blog estar a celebrar quatro anos de existência. Quatro anos que passaram a correr. Tanto, que ainda hoje há objetivos de 2016 por cumprir. "Coisas" que queríamos já ter melhorado nesta casa e, outras, "obras de Santa Engrácia", como as portas de todas as divisões, ainda a precisar do, há muito prometido, restauro e pintura. Mas, e então? É assim a vida...

Faz quatro anos que começámos este blog. Na génese da sua criação está uma vontade de tornar a nossa casa e o atelier locais tranquilos, organizados e inspiradores. Espaços que nos ofereçam uma vida melhor, onde nos sintamos bem, onde gostamos de viver, trabalhar e relaxar. Trabalhar este ambientes – e, consequentemente, organizarmo-nos – era a prioridade, assim como educar a nossa filha, dando o exemplo, no sentido de se permitir ser mais desapegada das "coisas" e mais arrumada. Quatro anos depois, será que o conseguimos? Como está a nossa casa, hoje? E o atelier? E nós? O que mudou e o que continua na mesma? No início deste ano, coloquei-me estas questões. Tenho estado, então, a reparar em tudo! Entro em casa e penso no que mudou e no que se mantém, entro na sala e penso como era antes, vou à cozinha e penso qual é a diferença, abro uma gaveta e penso se há diferença, arrumo a roupa no roupeiro e penso no que mudou,...

Olá! Há muito que não tínhamos um diy por aqui. Deixo-vos este, já que estava prometido e é um ótimo entretenimento para um fim-de-semana de chuva, passado em casa, entre bolos e cházinho. Não é bem uma jarra, mas um conjunto de três. Pode ser um centro de mesa (como usei no Natal) ou uma peça decorativa em qualquer divisão de casa. Eu acho-a linda e, mesmo tendo sido construída em balsa (uma madeira bem mole, normalmente utilizada para fazer maquetes), está mais resistente do que pensei que ficaria. Andei muito tempo com esta peça desenhada na minha cabeça. Inicialmente, iria fazê-la em pinho mas, quando tive finalmente tempo para me dedicar a ela, faltava a vontade de pegar em ferramentas "pesadas" (sim, há dias em que até uma simples serra me faz desistir de uma ideia). Por isso, decidi fazer esta peça em balsa e com ferramentas tão básicas como um x-ato. Já sabem que adoro fazer jarras a partir de garrafas de água de vidro...