Decoração

Cá estamos de volta depois de uma pequena pausa. Ui! Foram uns dias excelentes e absolutamente necessários para parar um pouco, cuidar de nós e colocar muitas ideias no lugar. De há um ano para cá a nossa vida mudou muito e já estávamos a precisar de "fechar para balanço", retocar planos e redefinir metas...

O roupeiro que agora me pertence já existia nesta casa quando para cá viemos. Não é, por isso, um daqueles roupeiros modernos, todos lindos e cheios de soluções de organização. É até muito básico. Ainda assim, tem uma boa dimensão, umas portas de correr engraçadas e é bastante luminoso (branco por dentro e por fora). O problema maior é não ter quaisquer gavetas para arrumar peças pequenas, blusas, camisolas ou lingerie. Foi por isso que, durante a organização do nosso closet, cheguei à conclusão que precisava de resolver esta questão e substituir algumas prateleiras por gavetas. Procurei diversas soluções, como módulos de gavetas (que coubessem no interior do armário) e caixas ou cestos (para colocar nas prateleiras), mas nenhuma me agradou completamente. Os módulos de gavetas ocupavam demasiado espaço e, como o armário tem portas de correr que não abrem na totalidade, ou o módulo seria estreito ou não conseguiria aceder com facilidade às gavetas. A solução teria que passar por gavetas avulso, pouco profundas e sobrepostas com uma boa distância entre si. E onde poderia eu encontrar algo assim? Claro, na IKEA! Não, este não é um artigo patrocinado. Francamente, lembrei-me que uma solução do género da que pretendia poderia existir em alguma gama de armários Ikea. Fui procurar e encontrei, então, estes cestos de arame, muito bonitos, leves e modernos. E baratos. Com uma medida muito próxima da que necessitava.   •     Apenas tive que comprar os cestos, as respetivas calhas e colocar duas placas de contraplacado, uma de cada lado do armário, para encurtar a largura em 1cm, até ficar com a medida que necessitava para suspender os cestos. Com uma boa distância entre os cestos, consigo visualizar e aceder perfeitamente a toda a roupa, e ainda consigo puxá-los ligeiramente para fora. Inicialmente, só tinha comprado dois, para blusas de malha e camisolas, mas depois fui buscar um terceiro para arrumar também as calças de ganga. Não é que as calças fiquem mal, dobradas e empilhadas – até funciona –, mas eu queria um espaço mais amplo por baixo das blusas penduradas nos cabides, e aproveitar essa prateleira para colocar um ou outro acessório utilizado com...

E vir fazer-nos uma visita, já no próximo sábado? Desde que mudámos o atelier para o novo espaço, que queríamos muito trazer cá amigos e seguidores do nosso 52. Imaginámos fazê-lo já com um tudo arranjado, organizado e perfeito...

Estou tão contente por ter concluído a organização dos roupeiros e poder partilhar isso convosco! Tão, mas tão contente! É que não foi tarefa fácil e havia a imposição de ter que ficar concluída este mês. Atarefados, como todos (os três) temos andado, não pude exigir muito a nenhum de nós e, por isso, cheguei a pensar que não conseguiríamos terminar. À Cá apenas pedi que esvaziasse o seu roupeiro e que selecionasse a roupa que ainda veste. Eu tratei de fazer a limpeza e de a voltar a arrumar. Ao Marcelo apenas pedi – num bocadinho e depois de lhe colocar toda a roupa em cima da cama – que selecionasse o que já não usa. Da disponibilidade deles, apenas precisei de uma hora de cada. A tarefa maior ficou para mim, ao longo das últimas três semanas, a limpeza e organização, distribuídas da seguinte forma: limpeza das roupas - aproveitando o horário noturno para colocar a máquina a lavar, estendendo de manhãzinha, passando a ferro com ajuda externa (6h) e arrumando ao fim-de-semana (meio dia para cada roupeiro, um dia para o meu :-) que precisava de gavetas novas para substituir prateleiras); limpeza dos armários, prateleiras e gavetas (cada um de nós tem o seu roupeiro, 1/2h para cada); comprar o que precisaríamos para reorganizar tudo (umas horas, talvez quatro, no total); organizar novamente a roupa (1h em cada um dos roupeiros deles e 4h no meu) Atenção que estes tempos estão abaixo do normal pois os nossos roupeiros já tinham sido organizados e muito destralhados no passado, tratando-se, agora, apenas de um reajuste com alguns melhoramentos, aproveitando a mudança de estação. Por agora deixo-vos apenas com algumas imagens do nosso closet e tentarei, noutro artigo, debruçar-me sobre os detalhes de organização e dobras de roupa. Nenhum de nós é acumulador e nenhum tem roupa em excesso. Aliás, ao longo dos últimos anos  aprendemos a apreciar "o essencial". O nosso atleta tem apenas um devaneio: guardar todas as t-shirts de corrida de todas as provas em que participou, o que já dá três caixas cheiinhas! Fora isso, é bastante comedido nos...

Jarra de vidro. ♥ Cá em casa não temos hábito de consumir água engarrafada. No entanto, eu acho que a garrafa de vidro é uma peça tão bonita! Gosto mesmo. Foi por isso que, a determinada altura, comprei uma dezena delas, de marcas diferentes, com linhas diferentes e tamanhos variados. Durante uns dias fiz prova de quase todas as águas engarrafadas do mercado :-D e fiquei fã das águas com sabores. Ainda assim, o meu objetivo não era provar as águas, mas sim ficar com as garrafas para fazer delas jarras de vidro. Gosto delas e não tenho qualquer pudor em usá-las como jarras (como fiz aqui). Acho que dão um ar mais descontraído, natural, um pouco até négligé, ao ambiente. Há dias, precisava de uma pequena jarra para o atelier. Fui buscar uma das garrafas, mas queria dar-lhe um ar mais cuidado. Peguei então numa de corpo reto (porque há outras com curvas e barriguinhas), num pedaço de napa (a mesma que tenho usado em outros diy), cortei uma faixa e envolvi a garrafa. Peço desculpa não ter fotografado cada passo, para verem como fiz, mas não estava a pensar partilhar...

Linda esta parede, não? Esta semana terminámos um dos projetos mais apetecíveis para o atelier, uma parede. Não uma parede qualquer, em tijolo ou pladur, mas uma parede móvel. E para quê uma parede móvel, perguntam vocês. Sim, nós já construímos uma parede fixa (para quem não se lembra, podem vê-la aqui), mas não queríamos construir outra, para ter o espaço amplo sempre que quisermos. É que, por vezes, precisamos de resguardar uma ou outra zona do espaço e não queríamos nada fixo, nada definitivo. Queríamos algo do tipo biombo, que pudéssemos arrastar para onde fosse preciso. Por outro lado, precisávamos também de um cenário para fotografar os nossos trabalhos, algo que se pudesse mover para apanhar a melhor luz e ajustar-se ao objeto (por vezes grande) e decidimos, então, fazer esta estrutura com rodízios. A ideia andava por aqui há imenso tempo, mas decidimos meter mãos à obra quando descobrimos os papeis de parede mais giros de sempre! Tão giros que, em vez de uma, resolvemos fazer duas paredes destas, uma para o andar de cima e outra para a oficina, com duas faces diferentes cada uma. Mandámos vir os papeis daqui:  Papel de Parede dos Anos 70  – e estamos rendidos à sua qualidade!...

Desde que esta porta apareceu nas primeiras fotografias, que várias pessoas nos perguntaram onde comprámos o sistema de correr. Prometi que faria um artigo no blog sobre este assunto e, por isso, aqui está! Desde sempre imaginámos que, para um espaço como este, do nosso atelier, a porta de correr ideal (para o wc) seria vistosa e assumiria as ferragens, o sistema de correr. Não foi fácil encontrar um sistema de preço acessível. O que encontrámos nas lojas de bricolage era muito caro. Fomos, então, pesquisar na internet, e eis que nos apareceu este equipamento, com um valor muito mais em conta. Não sei se por ser mais barato – ou se serão todos assim –, mas este sistema deu uma trabalheira a montar! Foi preciso resolver problemas atrás de problemas. 1 - Se o chão for irregular a porta pode não correr com facilidade ou, pelo contrário, descair em demasia; 2 - Se a parede for de pladur, o peso torna-se demasiado e a porta+sistema tendem a descair (nós tivemos que reforçar a parede por trás, com uma barra, prensando a parede); 3 - O sistema vem com dezenas de peças. É preciso gostar muito de puzzles, para as montar; 4 - As roldanas têm que ser alinhadas com rigor (as nossas podiam ter ficado melhor); Coçámos a cabeça, montámos, voltámos a coçar a cabeça, desmontámos, voltámos a montar, levámos as mãos à testa, transpirámos e praguejámos! Ainda assim, valeu a pena (diz aqui a Carlota que nem lhe tocou). A porta fica aqui mesmo linda neste estúdio! Deixo-vos algumas imagens do efeito e do próprio sistema, para que possam decidir se querem algo assim do género nas vossas casas ou escritórios. ;-) Este é o batente da esquerda que faz a porta reduzir a velocidade e travar suavemente; ao mesmo tempo é o que a prende para que se mantenha fechada e não volte para trás. À direita tem outro. Terá as mesmas funções que o da esquerda, se a porta for suficientemente grande para chegar aos dois. Para nós não tem utilidade, já que a nossa porta é estreita e colocámos o travão (no chão) a...

Este primeiro trimestre do ano, marcado por ser o período pós-festas e pós decoração natalícia, marcado pela preguiça (mas, também, muito trabalho), pelo frio e pela vontade de sofá, manta e chá quentinho, fez com que alguns cantos da nossa casa ficassem mais negligenciados. Não, não deixámos de os limpar. Também era o que faltava, que a preguiça tem limites! Falo de decoração e organização, falo daquela atenção especial que eu gosto de dar à nossa casa. Pois...

Hoje, em arrumações no computador, é que percebi a quantidade de candeeiros e abajures que nós já fizemos. Já criámos, já produzimos e já reciclámos uma boa dose deles! Para ser franca, não sei qual gosto mais. Gosto de todos e de cada um no espaço que lhe foi destinado. Faço hoje, aqui, um apanhado só dos abajures e digam-me vocês qual faz mais o vosso género, qual gostam mais. Este foi o primeiro. Um abajure que fiz para o quarto antigo da Cá. Todo bohemian gipsy e bem alegre. Lembram-se da nossa intervenção no hostel Impact House? Aqui, substituímos todos os abajures anos 90 por cestinhas do pão variadas, numa alusão ao ato de reciclar. Formas de pudim em forma de flor foi outra das soluções que encontrámos para abajures originais, numa alusão à reciclagem e à natureza. A ideia deste abajure, feito a partir de napa entrelaçada, perseguiu-me durante semanas e não sosseguei enquanto não o fiz! Continua no nosso hall para o escritório. É mesmo um dos meus favoritos. Tão distinto! E este, feito de fios de linha de crochet, lembram-se? Este é dos manhosos! Tem que se colocar bem os fios que seguram o arco para não descair para um dos lados, no final tive que acertar a olho a altura de todos os fios e está sempre a pedir para ser penteado. No interior, em vez de lâmpada, tem umas fairy lights a pilhas, o que lhe dá muita leveza e graciosidade (e permite a sua colocação em qualquer canto da casa, sem precisar de instalação elétrica). E agora há um, que nunca publiquei, fiz o ano passado para o quarto da Cá, e que também gosto imenso, que é este, feito com franjas. Não ficou muito barato - que as franjas são carotas - mas foi mais uma daquelas ideias que me perseguiram durante semanas e eu tinha que o fazer. À exceção dos do hostel, todos os outros fiz para aproveitar os nossos velhinhos abajures já manchados pelo tempo (ou pouco engraçados). Talvez por ter sido eu a fazer cada um, não me consiga decidir por qual gosto mais. São todos...