Reflexão

Estamos mesmo em cima de mais um Natal e muito perto de celebrar a entrada numa nova década. Nos últimos tempos fiz um teste à minha capacidade de “blogar” e à vossa capacidade e vontade de nos seguir. Para mim, foi um excelente exercício de escrita, de criatividade e resiliência. Convosco, partilhei reflexões, dicas, ideias e sugestões. Espero que tenham tirado o melhor proveito destes artigos, criados com muito gosto, entre muito trabalho no atelier, o meu novo curso, os convívios que se impõem nesta época e uma casa a tentar manter o mínimo de dignidade, já que tivemos um grave problema no telhado, o qual originou a entrada de água em diversas divisões da casa. Saímos de 2019 com a certeza de que em 2020 continuaremos por aqui, a partilhar mais dicas de bricolage, diy e organização, a levar a nossa empresa (e as suas novas áreas de negócio) por diante, a trabalhar e a estudar muito! Fica aqui, desde já, a promessa de que vos contarei o que de melhor aprender no Design de Interiores. Para o ano, a nossa casa voltará a receber obras e renovações (pelas nossas mãos, claro está), porque os armários da cozinha estão um horror (depois verão), a bancada idem, os quartos TODOS precisam de nova pintura (devido ao problema recente), porque o escritório tem sido, desde sempre, o patinho feio desta casa,...

No outro dia perguntaram que tal nos estamos a dar a trabalhar fora de casa. Já faz mais de um ano que, por razões profissionais (de negócio), mudámos o nosso atelier (por baixo de casa) para um novo espaço, a quinze minutos de distância. Quinze minutos é nada e, por isso, nem me vou dignar a queixar da distância!...

Descobri por experiência própria que renovar um espaço e uma imagem, pode ser tudo o que precisamos para renovar a forma como nos vemos a nós próprios e como nos inserimos nesse espaço. Como assim? Passo a explicar: Ter mudado de instalações (por muito que me custe estar mais longe de casa), ter renovado a imagem do Nósnalinha e ter investido numa nova área de negócio foi a lufada que estávamos a precisar para voltar a sentir borboletas na barriga quando vamos trabalhar. Conhecem a sensação das borboletas na barriga quando estamos apaixonados, certo? Pois, isso. É claro que temos dado tudo, trabalhado muuuuuito! A dedicação tem sido TODA. É verdade que temos investido muito na empresa, em todos os sentidos. E tem havido por aqui tripas feitas coração e sangue, suor e lágrimas. Mas, com isso, vem também o reconhecimento, a satisfação, os sorrisos. E é claro que há dias maus e há dias bons...

Dá-me ideia que cada vez temos menos pachorra para ler, estarei certa? “Não há tempo, não há tempo!”, qual Coelho da Alice no País das Maravilhas. Queremos tudo em frases curtas, via Instagram, Facebook ou Twitter. E quando a imagem vem acompanhada de uma legenda com mais de uma dezena de palavras, passamos à frente. Vivemos neste frenesim, sem consciência e só pode ser porque gostamos. Tenho pensado quantas pessoas gostarão ou terão ainda paciência para ler blogs. Se por esta altura ainda está aqui, os meus parabéns e o mais profundo agradecimento. Escrever para um blog é extremamente trabalhoso e requer muito tempo, mas é com grande prazer - e só assim seria viável - que o faço. Ultimamente, não com muita frequência e dou comigo a pensar: “mas será que alguém sente falta?” Não sei. O que sei é que eu sinto falta. Gosto de vir aqui e partilhar o melhor de nós. Inspira-me pensar que podemos ajudar ou inspirar alguém. E gostamos quando recebemos comentários ou e-mails a pedir ajuda. De facto, o tempo para as redes não tem sido muito, mas isso não me preocupa. A nossa filha cresce e nós gostamos de estar presentes. A nossa empresa está em franca revitalização e a precisar muito de toda a nossa dedicação. Com a filha e com a empresa, também nós mudámos, crescemos e estamos sempre a aprender. O resto da família, mais distante, tem sofrido um pouco mais, porque o trabalho nos tem consumido muito tempo...

Prometi que contaria como é a minha rotina matinal, sempre que acordo muito cedo. Também fiquei de vos dar algumas ideias para criarem a vossa própria rotina e, assim sendo, vamos a isso. A minha rotina é apenas a minha. Não somos todos iguais e não temos todos os mesmos gostos mas, se de alguma forma vos inspirar e puder contribuir para melhorar as vossas manhãs, maravilha! Deveria dizer que a primeira coisa que faço é lavar a cara, para despertar...

Escrevo este artigo na sequência deste outro que tem sido do agrado de muita gente. Na altura que o escrevi recebi bastantes comentários e mensagens e ainda hoje me falam dele. Tem a ver com acordar cedo, porque tomei a decisão de o fazer e o que faço eu quando acordo às 5h30m da manhã. Ok, antes de continuar, devo desde já esclarecer o seguinte: - Acordar antes do sol nascer não é coisa que faça - ou tenha que fazer -, impreterivelmente, todos os dias do ano. De facto, tenho fases e deixo que seja a minha vontade a ditar. Porque acordar cedo implica deitar cedo e, se tenho alturas em que quero, posso ou consigo fazer isso, também as há em que me apetece fazer “noitada” a ver televisão, a blogar, a congeminar ideias, a desenvolver projetos ou a trabalhar. - Não quero com estes artigos convencer ninguém de coisa nenhuma e acho mesmo que acordar muito cedo pode não ser para todos; por outro lado, acho que é para muitos mais do que aqueles que o fazem e haverá por aí muita gente que se sentiria bem a fazê-lo, só que ainda não se deu conta. Posto isto, posso agora responder à pergunta: O que me faz levantar às 5h30m da manhã, quando apenas preciso de entrar ao trabalho às 9h? Pois...

Na continuação do update aos artigos que me parecem mais significativos desde que começámos este blog, mantenho a temática da Organização, pois – não sei quanto a vocês – eu gosto de começar o ano com a casa organizada (além disso, a temporada de festas por que passámos assim obriga). Toalhas, panos de cozinha, individuais, todos levaram tal "esfrega" durante as festas que, agora, têm que retomar o seu lugar nas gavetas...