{"id":3055,"date":"2017-08-20T20:56:35","date_gmt":"2017-08-20T20:56:35","guid":{"rendered":"https:\/\/52.pt\/blog\/?p=3055"},"modified":"2019-06-19T10:32:25","modified_gmt":"2019-06-19T10:32:25","slug":"destralhar-tem-destas-coisas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/52.pt\/blog\/2017\/08\/20\/destralhar-tem-destas-coisas\/","title":{"rendered":"Destralhar tem destas coisas&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Um dia pegamos em mais uma caixa de papelada para destralhar e eis o que se descobre: fotografias de uma das nossas primeiras casas, que resolvemos &#8220;arranjar&#8221; com as nossas pr\u00f3prias m\u00e3os.&nbsp;Destralhar tem destas coisas&#8230; e, para verem que esta mania de nos armarmos em jeitosos n\u00e3o \u00e9 mania recente, aqui est\u00e1 a prova.<br \/>\nAos 21 anos alug\u00e1mos, com mais duas colegas da faculdade, um apartamento em Alc\u00e2ntara a cair de velho (mas lindo!), negociando uma renda mais baixa em troca das obras (feitas por n\u00f3s).<br \/>\nDeuses, foi a loucura! Decap\u00e1mos portas e janelas, substitu\u00edmos vidros partidos, mont\u00e1mos CANALIZA\u00c7\u00c3O EXTERNA DE \u00c1GUA QUENTE, malta!!!!&#8230; n\u00e3o havia \u00e1gua quente para os banhos!<br \/>\nFoi o m\u00e1ximo, foi uma aventura, foi uma canseira, mas foi uma experi\u00eancia para a vida! Recordamos agora os momentos divertidos, a cumplicidade, mas tamb\u00e9m as zangas, a irrita\u00e7\u00e3o com os pingos do raio da canaliza\u00e7\u00e3o que mont\u00e1mos, a irrita\u00e7\u00e3o com as tintas de esmalte que obrigavam ao uso de diluentes, a irrita\u00e7\u00e3o com um l\u00edquido decapante incapaz de decapar camadas e camadas de tinta, o cheiro horrendo da tinta queimada pelo ma\u00e7arico, o calor desse ver\u00e3o (ao qual se juntava o do ma\u00e7arico)&#8230; a massa de vidraceiro para colocar os vidros e vidrinhos que \u00edamos trazendo de uma loja no Cais do Sodr\u00e9&#8230; recordamos as noites mal dormidas, os banhos mal tomados, as refei\u00e7\u00f5es mal amanhadas numa casa que mais parecia um estaleiro&#8230; mas o gozo, o gozo disso tudo!<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-3058 aligncenter\" src=\"https:\/\/52.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/alcantara-3.jpg\" alt=\"\" width=\"1100\" height=\"761\"><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nInfelizmente, n\u00e3o possu\u00edmos fotografias do &#8220;depois&#8221;. Deixaremos \u00e0 vossa imagina\u00e7\u00e3o. S\u00f3 vos dizemos que fizemos menos do que era preciso, mas muito mais do que imagin\u00e1mos.<br \/>\nN\u00e3o ia colocar aqui as fotografias das nossas companheiras de jornada, mas n\u00e3o consigo evitar. Elas, como n\u00f3s, gostar\u00e3o de se rever \u00e0 \u00e9poca; sem elas esta reportagem ficaria &#8220;maneta&#8221;, j\u00e1 que o feito foi dos quatro.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-3057 aligncenter\" src=\"https:\/\/52.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/alcantara-2.jpg\" alt=\"\" width=\"761\" height=\"1100\"><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Em cima, a sala cujas paredes e janelas foram mesmo arranjadas; \u00e0 esquerda, a nossa Davina \u2665; \u00e0 direita, euzinha.<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n<img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-3059 aligncenter\" src=\"https:\/\/52.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/alcantara-4.jpg\" alt=\"\" width=\"761\" height=\"1100\"><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-3056 aligncenter\" src=\"https:\/\/52.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/alcantara-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1100\" height=\"761\"><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00c0 esquerda, o Marcelo a decapar a ma\u00e7arico; \u00e0 direita: um dos quartos + o descanso do guerreiro e da nossa Sandrinha \u2665.<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n<img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-3060 aligncenter\" src=\"https:\/\/52.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/alcantara-5.jpg\" alt=\"\" width=\"1100\" height=\"761\"><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nO calibre destes rodap\u00e9s e da instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica (ao n\u00edvel da canaliza\u00e7\u00e3o)! Bom, enfim&#8230;<br \/>\nQuanto a n\u00f3s, muita coisa mudou, claro, como o cabelo do Marcelo e as rugas da Carlota, mas h\u00e1 coisas que n\u00e3o mudam: esta nossa capacidade de sonhar, a vontade de fazer, a aud\u00e1cia de tentar&#8230; e a falta de cheta para contratar jeitosos profissionais. \ud83d\ude00<br \/>\nCarlota<br \/>\n<span style=\"font-size: 10pt;\">(Gostaram deste artigo? Ent\u00e3o, coloquem a\u00ed em baixo um&nbsp;\u2665 para n\u00f3s sabermos.)<\/span><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dia pegamos em mais uma caixa de papelada para destralhar e eis o que se descobre: fotografias de uma das nossas primeiras casas, que resolvemos &#8220;arranjar&#8221; com as nossas pr\u00f3prias m\u00e3os.&nbsp;Destralhar tem destas coisas&#8230; e, para verem que esta mania de nos armarmos em jeitosos n\u00e3o \u00e9 mania recente, aqui est\u00e1 a prova. Aos 21 anos alug\u00e1mos, com mais duas colegas da faculdade, um apartamento em Alc\u00e2ntara a cair de velho (mas lindo!), negociando uma renda mais baixa em troca das obras (feitas por n\u00f3s). Deuses, foi a loucura! Decap\u00e1mos portas e janelas, substitu\u00edmos vidros partidos, mont\u00e1mos CANALIZA\u00c7\u00c3O EXTERNA DE \u00c1GUA QUENTE, malta!!!!&#8230; n\u00e3o havia \u00e1gua quente para os banhos! Foi o m\u00e1ximo, foi uma aventura, foi uma canseira, mas foi uma experi\u00eancia para a vida! Recordamos agora os momentos divertidos, a cumplicidade, mas tamb\u00e9m as zangas, a irrita\u00e7\u00e3o com os pingos do raio da canaliza\u00e7\u00e3o que mont\u00e1mos, a irrita\u00e7\u00e3o com as tintas de esmalte que obrigavam ao uso de diluentes, a irrita\u00e7\u00e3o com um l\u00edquido decapante incapaz de decapar camadas e camadas de tinta, o cheiro horrendo da tinta queimada pelo ma\u00e7arico, o calor desse ver\u00e3o (ao qual se juntava o do ma\u00e7arico)&#8230; a massa de vidraceiro para colocar os vidros e vidrinhos que \u00edamos trazendo de uma loja no Cais do Sodr\u00e9&#8230; recordamos as noites mal dormidas, os banhos mal tomados, as refei\u00e7\u00f5es mal amanhadas numa casa que mais parecia um estaleiro&#8230; mas o gozo, o gozo disso tudo! &nbsp; &nbsp; Infelizmente, n\u00e3o possu\u00edmos fotografias do &#8220;depois&#8221;. Deixaremos \u00e0 vossa imagina\u00e7\u00e3o. S\u00f3 vos dizemos que fizemos menos do que era preciso, mas muito mais do que imagin\u00e1mos. N\u00e3o ia colocar aqui as fotografias das nossas companheiras de jornada, mas n\u00e3o consigo evitar. 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