Linda esta parede, não?
Esta semana terminámos um dos projetos mais apetecíveis para o atelier, uma parede. Não uma parede qualquer, em tijolo ou pladur, mas uma parede móvel. E para quê uma parede móvel, perguntam vocês. Sim, nós já construímos uma parede fixa (para quem não se lembra, podem vê-la aqui), mas não queríamos construir outra, para ter o espaço amplo sempre que quisermos. É que, por vezes, precisamos de resguardar uma ou outra zona do espaço e não queríamos nada fixo, nada definitivo. Queríamos algo do tipo biombo, que pudéssemos arrastar para onde fosse preciso. Por outro lado, precisávamos também de um cenário para fotografar os nossos trabalhos, algo que se pudesse mover para apanhar a melhor luz e ajustar-se ao objeto (por vezes grande) e decidimos, então, fazer esta estrutura com rodízios.

Quadros na parede, bem visíveis aos olhos de todos, para escrever listas de tarefas, fazer o planeamento semanal ou mensal, colocar horários e calendários, são imprescindíveis para uma boa organização de equipa, seja familiar ou profissional. Nós somos adeptos desta forma de “estar em sintonia”. Em casa, temos um grande quadro preto e, no atelier, sempre tivemos um daqueles quadros brancos de escritório. Eficiente, mas pouco engraçado.
Como certamente saberão, há uns meses mudámos o nosso local de trabalho para um novo espaço e também aqui precisámos do dito “quadro branco”. No entanto, a miúda desta casa fazia questão de um quadro mais interessante… mais leve… mais bonito… além disso, a parede disponível para colocá-lo é uma parede de pladur, que aguenta muito pouco peso. Tínhamos que optar por um objeto mais leve e, claro, num material que desse para escrever e apagar (de preferência, a seco).
Achámos, então, a solução ideal: um quadro em acrílico e estamos muito contentes com o resultado (ou, pelo menos, a miúda está :-b )! Podia ser de vidro, mais barato, mas é muito mais pesado.

Sabem quando entramos num espaço, passeamos por ele, olhamos em volta e começamos a “ter visões”? Visualizamo-nos a cozinhar aqui, a relaxar ali, a dormir virados para acolá,… isso quer dizer que é esse! Esse é o espaço que procurávamos, o espaço que fala connosco, que nos diz “coisas” e que espera por nós. Foi isso que aconteceu com este armazém para onde mudámos o atelier. As primeiras fotografias que vimos não indicavam que fosse nada de especial. Ainda assim, fiz questão de o ver ao vivo e, realmente, não era nada de especial não fosse nós termos tido “aquela visão”. Foi imediato! Eu vi-me a trabalhar ali, soube exatamente a posição em que ficaria a secretária, o computador, a bancada de trabalho, os livros. Senti a decoração, a luz e as cores. Tinha defeitos, pois tinha – escadaria, vigas e pilares em amarelo claro, armários verdes, chão desgastado, paredes sujas e com salitre – mas, ainda assim, um charme especial dividido em dois andares, que nos convenceu.

A vida tem destas coisas: um dia estamos muito bem (ou não) a trabalhar no nosso cantinho, e no outro já estamos num virote, com todas as perspectivas alteradas, com mil mudanças e a cabeça a tentar acompanhar! Pois é, pessoal, há muita coisa nova a acontecer por aqui, neste verão. Tudo… menos férias. E foi mesmo assim, aconteceu de um dia para o outro… mesmo, mesmo, de um dia para o outro.