DIY

Desta é que foi! O Eme esmerou-se, fez uma casa feliz e são muitas as mensagens de parabéns que temos recebido através do Facebook e do Instagram. Obrigada — mesmo! — a todos os que nos acompanham e vibram com os nossos feitos! Na realidade, muito do que fazemos, fazemo-lo por nós, pelos nossos amigos, mas sobretudo por vocês, que nos acompanham por aqui, a quem queremos mostrar que nada na bricolagem é um bicho de sete cabeças. Quanto à originalidade deste projeto, temos só que voltar a frisar o seguinte: o projeto não é nosso, ou melhor, a imagem não é nossa. Os pais tinham uma imagem do que queriam e nós fizémos o estudo e adaptação às dimensões necessárias e às necessidades específicas do quarto e das crianças. Encaixes, soluções de montagem, todo o projeto de execução foi desenvolvido aqui e, depois, a construção. E mais palavras para quê? Aqui fica um apanhado do percurso deste DIY. Para mais detalhes, selecionem a categoria BELICHE.     Feito! Pronta a sair do atelier, foi para as suas novas instalações. Como foi pensada para ser montada por módulos, foi relativamente fácil transportar todas as peças em dois carros. E lá foi ela!     Sonhos felizes, Mia e Lucas!...

Não é preciso ser-se "totó" para desconhecer a diferença, na prática, entre uma aparafusadora e um berbequim! Basta que nunca se tenha precisado destas ferramentas; basta que se tenha adquirido recentemente a primeira casa; basta que, finalmente, nos tenhamos decidido a poupar algum dinheiro não chamando um "mestre de obras" para nos colocar um quadro; ou basta até que a pessoa que habitualmente fazia isso em casa, já não o faz mais...

... É o que me ocorre dizer depois de ver a nossa mais recente "obra". A ideia foi terminar o canto de estudo da Ca sem gastar muito, aproveitando os restos de contraplacado que havia cá por casa (que este mês já estamos para lá de fartos de gastos! Mês duro este, não? Inscrições nisto e naquilo, mais livros de leitura obrigatória, gramáticas e dicionários de línguas pedidos já depois das aulas começarem... nunca mais acaba...). Foi uma ginástica e tanto! Não estou a falar financeiramente (que essa também), mas conseguir fazer prateleiras jeitosas com os restos de madeira que tínhamos. Mas — como é que se diz? — a necessidade aguça o engenho, não é? E pronto! Nada como umas prateleiras em z para conferir mais graça ao canto, apoiar os livros à esquerda e à direita e solucionar o problema de conseguir chegar de um lado ao outro com placas pequenas. Cortámos, lixámos, envernizámos, colámos e pregámos. Foi então que eu disse: "Deixa estar, filha, que este fim-de-semana a mãe coloca as prateleiras." Foi então que ela disse: "Oh, my God!" Foi então que o pai disse: "Deixa estar, filha, o pai coloca." :-D Colocar as prateleiras foi outra ginástica e tanto!!!... Houve que pensar em distribuir, da melhor forma, forças e pesos, e os suportes que arranjei, em metal — tinham que ser mesmo simples e pequenos para não estragarem a estética — só consegui encontrar numa loja chinesa. Bom, houve praguejamento nesta casa!!! Porque não vinham com noventa graus, porque eram tortos, porque eram uma treta, porque.. porque... Depois de alguma transpiração, para que tudo ficasse perfeitamente nivelado, lá ficaram... perfeitas, eu acho! Mas houve quem dissesse: "Isto não ficou nada bem!"     Relaxa, Eme, o ótimo é inimigo do bom... estão DE SONHO. E, finalmente, a Ca tem o seu cantinho terminado. Carlota...

Foi dito que todos os dias partilharíamos novidades do novo projeto - o beliche da Mia e do Lucas - mas, na realidade, foi impossível cumprir a promessa. Houve dias em que, apesar do trabalho, a evolução não era visível...

Aqui está uma forma rápida de dar a volta a um tapete um pouco curto para o que se pretendia. Nem foi preciso máquina de costura! Bastou fazer quatro borlas em linha de crochet e cosê-las aos cantos. Ficou um verdadeiro tapete de Aladino e, com mais quase 30cm, já ficou com o comprimento ideal. ;-)         Este, está todo branquinho, mas pode fazer-se o contraste com outra cor ou até com borlas bem coloridas....

Depois de ficarmos um dia inteiro à espera de mais madeira, já voltámos à carga no corte das muitas pecinhas que formarão as laterais deste novo projeto - o beliche da Mia e do Lucas. Entretanto, aproveitámos para dar o primário - a base antes da pintura. Estamos a usar tintas sintéticas e não à base de água, que são bem mais chatas de trabalhar, mas que dão um acabamento lacado muito superior. De vez em quando, deitamos um olhinho ao que já está montado e ficamos felizes por ver que até agora tudo corre bem. ;-)    ...

A organização da nova oficina está a dar que fazer. Como era um espaço vazio, um telheiro que fechámos, tudo tem que ser, agora, pensado e criado de raiz para as reais necessidades que temos tido nos últimos anos. Depois de termos arranjado uma solução para as traves de madeira mais compridas, arranjámos agora duas outras: uma estrutura amovível, com rodízios, para as tábuas mais pequenas, e um sistema de organização de pequenas calhas, varas, varões e varetas, a partir de tubos de cartão.     Tubos como estes podem ser arranjados em gráficas de impressão digital (dos rolos de papel de impressão). Normalmente, vão para o lixo. Os nossos, foram comprados para um projeto e sobraram bastantes....