Agosto 2016

Ainda a propósito do "tom", no verão é costume engalanarmos a entrada da nossa casa de cores alegres e festivas. Com esta luz maravilhosa e o calor que se faz sentir, gostamos de relaxar no jardim, fazer refeições no exterior e sentir que estamos sempre em festa, mas o telheiro de acesso à entrada, na realidade, não é muito bonito e tira-lhe muita luz. Com a lenha para o inverno, a mangueira do jardim e uns quantos outros objetos perdidos...

Quem conhece a Quinta do Arneiro? Faz já alguns anos que nós recebemos semanalmente o cabaz da Quinta com as suas frutas e legumes biológicos, da época e sempre frescos. É uma comodidade e uma garantia de que nunca faltam estes produtos cá em casa.     Pois as caixas de cartão, onde vêm os frutos pequenos, também é coisa que reciclamos. Vem sempre tudo tão limpinho e impecável, que nos custa deitar para o lixo estas embalagens tão úteis. Assim sendo, aqui fica uma das utilizações que lhes damos - separar e organizar os materiais dos ateliers das crianças. Neste caso, as fotografias são da minha sala de artes, no colégio onde dou aulas.       À mão, com uma caneta rotuladora, escrevi o que contêm e, agora, acabaram-se as chamadas o tempo todo a pedir isto e aquilo. Os meninos já sabem onde está o que precisam, só têm que ir buscar. ;-) Carlota...

A organização da nova oficina está a dar que fazer. Como era um espaço vazio, um telheiro que fechámos, tudo tem que ser, agora, pensado e criado de raiz para as reais necessidades que temos tido nos últimos anos. Depois de termos arranjado uma solução para as traves de madeira mais compridas, arranjámos agora duas outras: uma estrutura amovível, com rodízios, para as tábuas mais pequenas, e um sistema de organização de pequenas calhas, varas, varões e varetas, a partir de tubos de cartão.     Tubos como estes podem ser arranjados em gráficas de impressão digital (dos rolos de papel de impressão). Normalmente, vão para o lixo. Os nossos, foram comprados para um projeto e sobraram bastantes....

Outra tarefa que podemos aproveitar para fazer, quando estamos sem disponibilidade para empreitadas maiores, é tirar de casa, das garagens, dos arrumos ou dos jardins, aquilo que atravanca, está avariado ou não tem mais uso e é demasiado grande para deitar no contentor do lixo. Há coisas que andam por aqui há imenso tempo por não sabermos o que fazer com elas. Depois de destralharmos a oficina, ficámos com uma série de madeiras velhas e outros materiais num canto do jardim, à espera de solução. Alugar um contentor não faz sentido e fica caro, colocar no lixo também não é possível...

Ora cá está outra das tarefas realizada muito rapidamente num dos dias desta semana. Depois de fazer o banco digno de um rei, resolvi adaptar este tutorial a uma versão minha, reciclando mais um banco velho que andava cá por casa. O meu "furry stool das gold legs" ficou ainda mais barato e deu ainda menos trabalho! (Acreditem, devido ao trabalho do atelier, ao longo dos anos fomos acumulando MILHARES de bancos e banquinhos de várias formas e feitios. Pronto, não são milhares, mas são mesmo muitos!!) Este, por acaso, foi comprado para a nossa primeira casa ♥...