Março 2018

A pergunta impõe-se: que quantidade louca de madeira era aquela que apareceu no Instagram e no Facebook? Há projeto novo no 52? O que andam aqueles – nós, portanto – a fazer agora? Comecemos pela mais nova: entre o estudo e as aulas de dança, continua a criar coisas (que nós achamos) incríveis. Nem imaginam o que esta miúda faz, sossegada no seu canto, para além de gerar caos. Em breve, tentarei arranjar um bocadinho para partilhar aqui. Eu, estou com um novo projeto de ilustração em mãos, uma exposição de ilustração em Almeirim e um grande e novo desafio nos braços...

"É desta que vou arrumar a minha vida e tornar a nossa casa e atelier locais de serenidade e inspiração!" Assim começava este blog, no dia 3 de janeiro de 2016. E assim tem sido desde esse dia: arranjamos, construímos, melhoramos, substituímos, destralhamos e organizamos. Destralhar foi mesmo a palavra de ordem de 2017. E o que nós destralhámos...

Quem já sentia falta de uma boa dica de organização? Eu. :-D Nos últimos dias tenho estado a preparar o workshop "Organizar a Casa para Organizar a Vida", que vai acontecer em Lisboa, na Red Apple, no próximo dia 4 de março, e, com medo de esquecer de algo que pode ser importante – algo que já assimilei na minha vida e que já faz parte das nossas rotinas – fui buscar o meu caderno de apontamentos do curso que fiz com a Priscila Sabóia (sim, que aqui a vossa amiga tem diploma de Personal Organizer!). E ainda bem que o fiz pois, na realidade, há pequenos hábitos de organização que adquirimos nesta casa, que vejo agora como foram importantes...

Podem ser detalhes, mas "é na atenção aos detalhes que difere um trabalho mediano de um bom trabalho". Esta foi uma das coisas mais importantes que aprendi já nos tempos da Faculdade de Belas Artes. Um detalhe pode ser muito, pode ser tudo. O nosso novo quarto é simples, desprovido, mas com alguns pequenos detalhes que fazem dele a nossa cara e, por isso, nos sentimos aqui tão bem, entre livros, pintura, escultura, fotografia, texturas, materiais naturais, objetos dos quais gostamos, que nos ofereceram e que fizemos. Prometemos este artigo, acerca dos detalhes que escolhemos para compor o novo ninho, e aqui estão eles! FEITO POR NÓS A mesa de cabeceira. Como tivemos que retirar a cabeceira da cama (e respetivas gavetas) para que esta não viesse muito para cima da porta de entrada, ficámos sem mesas de cabeceira. Na imagem que criei na minha cabeça não conseguia incluir mesinhas de cabeceira convencionais, em madeira, que enchessem o espaço em largura (reparem que o quarto não é muito mais largo do que a medida da cama). Também não conseguia ver aqui duas mesinhas iguais. Também não queria gastar muito. Ficar sem apoio é que estava fora de questão! Nas primeiras noites ainda coloquei revistas, livros, telemóvel, candeeiro, a chávena do chá, o elástico do cabelo, tudo no chão. Mas rapidamente concluí que precisávamos mesmo de uma solução.  Por isso, arranjei um esquema de prateleira suspensa. Esta foi a solução mais leve e mais em conta que consegui arranjar. Inicialmente, até tinha pensado colocar uma prateleira na parede, de cada lado da cama, mas depois pensei que, caso quiséssemos alterar a disposição do quarto, ficávamos presos a esta solução. Foi então que reparei num camarão preso no teto e lembrei-me que podia suspender a prateleira como se fosse um baloiço. Prático, sem grandes obras e barato! A jarra de vidro também teve um toque extra. Era simples e ficou mais glamorosa com uma tira de napa em volta (a mesma que usei aqui). Do outro lado ficou a nossa caixa das fotografias a servir de mesa (com a altura ideal para a cama, que é baixa).   ARTE Para tapar...

O final de 2017, como todos os finais de ano, foi demasiado agitado para que pudéssemos parar para pensar e janeiro, como todos os janeiros, foi o mês para fazer planos, pelo que só agora conseguimos fazer um balanço correto do ano que passou e organizar ideias para este ano. E o que é que se passou em 2017? Antes de fazermos o balanço sentíamos uma certa frustração: as 52 tarefas a que nos propusemos não ficaram concluídas. Estávamos um bocadinho chateados. Depois, analisando bem a lista, caso a caso, percebemos que, afinal, fizemos tanto!...

PESSOAL, PRECISAMOS DE VOCÊS! Quem se lembra desta Caixa Métrica? Quem teve uma na sua sala de aula? Queremos saber tudo acerca destas caixas, mas precisamos que nos digam coisas, mesmo que vos pareçam pouco importantes. Uma história, uma leve memória ou apenas um "sim, na minha sala havia uma" ou um "nem sabia que isso existia"...

... e com o móvel mais ideal pra ali, que poderia haver! Quando remodelámos o hall – que fica entre a cozinha, o escritório, a sala e o quarto de banho (espaço difícil, este, com quatro portas!) – fiquei sempre com a sensação que o projeto não tinha ficado concluído. Duas das paredes estavam lindas, enquadradas, mas sempre que saía do quarto de banho dava de caras com uma parede vazia e sem graça. Sempre foi uma perspetiva deste espaço muito aquém das outras. Podem ver aqui. Há tempos uma querida amiga perguntou-nos se queríamos uns móveis que tinha trazido de uma escola. Iam deitá-los fora, mas ela achou-os tão engraçados... E eram mesmo! Claro que os queríamos! Precisavam de uma pequena reforma, mas nada que nós não pudéssemos fazer para os deixar a brilhar, outra vez. Tratava-se de duas pequenas estantes para organizar as fraldas dos bebés, etiquetadas com o nome de cada um. ♥ Na altura, apesar de os acharmos lindos, não conseguimos vislumbrar onde e de que forma os iríamos utilizar. A Cá disse logo "um é meu"! A nossa amiga sugeriu que até ficariam giros com plantas em cada divisória... e eu fiquei a pensar nisso. Uns dias depois, ao passar no hall do escritório, dou de caras com a tal parede que precisava de algo... e tive uma visão! Era o local ideal para um dos "fraldeiros" e com a função sugerida: floreira! (para sustentar a minha mais recente panca: plantas) De fraldeiro iria passar, então, a floreira! From baby nursery to plant nursery. (É mesmo isto, em inglês!) Foi a minha última DYI de 2017 e, desta vez, o Marcelo não lhes pôs a mão. Fui eu, euzinha, que lhes tirei as ferragens, desmontei, lixei até à madeira, envernizei, voltei a lixar, dei outra demão, voltei a montar... ah, esperem, o Marcelo mandou, no final, umas pregadelas com a pistola de pregos e ajudou a pendurar na parede... mas o que é isso comparado com tudo o que eu fiz??? :-b E assim ficou a parede com que nos deparamos à saída do quarto de banho:   Escritório à direita, cozinha em frente, sala à esquerda. E...