Junho 2019

E depois de uma grande luta para recuperar este 52, cujo conteúdo quase perdemos numa atualização conflituosa, aqui estamos novamente e, desta feita, com um banhinho tomado. As mudanças podem não ser muito evidentes mas há umas nuances novas no que toca ao layout, fontes e mais um ou outro detalhe. Estamos, por isso, em teste, e agradecemos que nos informem de alguma anomalia que detetem, nomeadamente na visualização em diferentes dispositivos. Também podem dar-nos a vossa opinião acerca de tudo o mais que vos aprouver. Assim sendo, sai hoje mais um artigo, ainda a propósito da organização dos roupeiros. É que não queria deixar de partilhar a conclusão a que chegámos em relação aos cabides que utilizamos. Durante anos pendurámos a nossa roupa em cabides de madeira, bons, fortes, bonitos, macios e de grande durabilidade. Não os trocaria por outros. No entanto, há tempos apareceram uns novos em veludo, menos escorregadios, mais finos e, por isso mais frágeis também. Muitas eram as opiniões que diziam que estes cabides mais finos ocupariam muito menos espaço no roupeiro. Duvidei que a diferença fosse assim tão significativa, mas resolvi comprar uns poucos, até porque os queria experimentar com os casacos de malha finos e as blusas de decote largo, que dificilmente se seguravam bem nos de madeira. Não é que fiquei absolutamente convencida?! Na realidade, A roupa segura_se bem melhor e estes cabides ocupam muitíssimo menos espaço! Acabei por ir comprar mais. Consegui colocar uma blusa em cada cabide e, ainda assim, ganhar espaço no roupeiro. É claro que, para a roupa mais pesada (casacos de inverno) continuo a manter os de madeira, pois são bem mais fortes, mas para a secção das blusas e malhinhas, estes são perfeitos. Por agora, os vestidos ainda estão nos cabides de madeira, mas aos poucos também substituirei estes pelos de veludo. Quanto às saias e calças - à exceção das de ganga, que dobro -, as outras também penduro em cabides bem finos, de metal, com molas, que aproveitam bem o espaço. Resumindo, não há dúvida de que os cabides podem fazer uma grande diferença na ocupação do espaço no...

O roupeiro que agora me pertence já existia nesta casa quando para cá viemos. Não é, por isso, um daqueles roupeiros modernos, todos lindos e cheios de soluções de organização. É até muito básico. Ainda assim, tem uma boa dimensão, umas portas de correr engraçadas e é bastante luminoso (branco por dentro e por fora). O problema maior é não ter quaisquer gavetas para arrumar peças pequenas, blusas, camisolas ou lingerie. Foi por isso que, durante a organização do nosso closet, cheguei à conclusão que precisava de resolver esta questão e substituir algumas prateleiras por gavetas. Procurei diversas soluções, como módulos de gavetas (que coubessem no interior do armário) e caixas ou cestos (para colocar nas prateleiras), mas nenhuma me agradou completamente. Os módulos de gavetas ocupavam demasiado espaço e, como o armário tem portas de correr que não abrem na totalidade, ou o módulo seria estreito ou não conseguiria aceder com facilidade às gavetas. A solução teria que passar por gavetas avulso, pouco profundas e sobrepostas com uma boa distância entre si. E onde poderia eu encontrar algo assim? Claro, na IKEA! Não, este não é um artigo patrocinado. Francamente, lembrei-me que uma solução do género da que pretendia poderia existir em alguma gama de armários Ikea. Fui procurar e encontrei, então, estes cestos de arame, muito bonitos, leves e modernos. E baratos. Com uma medida muito próxima da que necessitava.   •     Apenas tive que comprar os cestos, as respetivas calhas e colocar duas placas de contraplacado, uma de cada lado do armário, para encurtar a largura em 1cm, até ficar com a medida que necessitava para suspender os cestos. Com uma boa distância entre os cestos, consigo visualizar e aceder perfeitamente a toda a roupa, e ainda consigo puxá-los ligeiramente para fora. Inicialmente, só tinha comprado dois, para blusas de malha e camisolas, mas depois fui buscar um terceiro para arrumar também as calças de ganga. Não é que as calças fiquem mal, dobradas e empilhadas – até funciona –, mas eu queria um espaço mais amplo por baixo das blusas penduradas nos cabides, e aproveitar essa prateleira para colocar um ou outro acessório utilizado com...

E vir fazer-nos uma visita, já no próximo sábado? Desde que mudámos o atelier para o novo espaço, que queríamos muito trazer cá amigos e seguidores do nosso 52. Imaginámos fazê-lo já com um tudo arranjado, organizado e perfeito...

Estou tão contente por ter concluído a organização dos roupeiros e poder partilhar isso convosco! Tão, mas tão contente! É que não foi tarefa fácil e havia a imposição de ter que ficar concluída este mês. Atarefados, como todos (os três) temos andado, não pude exigir muito a nenhum de nós e, por isso, cheguei a pensar que não conseguiríamos terminar. À Cá apenas pedi que esvaziasse o seu roupeiro e que selecionasse a roupa que ainda veste. Eu tratei de fazer a limpeza e de a voltar a arrumar. Ao Marcelo apenas pedi – num bocadinho e depois de lhe colocar toda a roupa em cima da cama – que selecionasse o que já não usa. Da disponibilidade deles, apenas precisei de uma hora de cada. A tarefa maior ficou para mim, ao longo das últimas três semanas, a limpeza e organização, distribuídas da seguinte forma: limpeza das roupas - aproveitando o horário noturno para colocar a máquina a lavar, estendendo de manhãzinha, passando a ferro com ajuda externa (6h) e arrumando ao fim-de-semana (meio dia para cada roupeiro, um dia para o meu :-) que precisava de gavetas novas para substituir prateleiras); limpeza dos armários, prateleiras e gavetas (cada um de nós tem o seu roupeiro, 1/2h para cada); comprar o que precisaríamos para reorganizar tudo (umas horas, talvez quatro, no total); organizar novamente a roupa (1h em cada um dos roupeiros deles e 4h no meu) Atenção que estes tempos estão abaixo do normal pois os nossos roupeiros já tinham sido organizados e muito destralhados no passado, tratando-se, agora, apenas de um reajuste com alguns melhoramentos, aproveitando a mudança de estação. Por agora deixo-vos apenas com algumas imagens do nosso closet e tentarei, noutro artigo, debruçar-me sobre os detalhes de organização e dobras de roupa. Nenhum de nós é acumulador e nenhum tem roupa em excesso. Aliás, ao longo dos últimos anos  aprendemos a apreciar "o essencial". O nosso atleta tem apenas um devaneio: guardar todas as t-shirts de corrida de todas as provas em que participou, o que já dá três caixas cheiinhas! Fora isso, é bastante comedido nos...

Jarra de vidro. ♥ Cá em casa não temos hábito de consumir água engarrafada. No entanto, eu acho que a garrafa de vidro é uma peça tão bonita! Gosto mesmo. Foi por isso que, a determinada altura, comprei uma dezena delas, de marcas diferentes, com linhas diferentes e tamanhos variados. Durante uns dias fiz prova de quase todas as águas engarrafadas do mercado :-D e fiquei fã das águas com sabores. Ainda assim, o meu objetivo não era provar as águas, mas sim ficar com as garrafas para fazer delas jarras de vidro. Gosto delas e não tenho qualquer pudor em usá-las como jarras (como fiz aqui). Acho que dão um ar mais descontraído, natural, um pouco até négligé, ao ambiente. Há dias, precisava de uma pequena jarra para o atelier. Fui buscar uma das garrafas, mas queria dar-lhe um ar mais cuidado. Peguei então numa de corpo reto (porque há outras com curvas e barriguinhas), num pedaço de napa (a mesma que tenho usado em outros diy), cortei uma faixa e envolvi a garrafa. Peço desculpa não ter fotografado cada passo, para verem como fiz, mas não estava a pensar partilhar...

Não, ainda não virámos blogue de viagens. :-D Este artigo é sobre Nova Iorque, sim, mas a Nova Iorque que nós há já algum tempo que queríamos visitar. A cidade dos museus e das galerias, da arte urbana e dos arranha-céus, das grandes avenidas e dos bairros peculiares, a cidade das megastores e das pequenas lojas de bairro, dos restaurantes famosos e da comida de rua, sim, tudo isso fazia parte do nosso programa, mas também uma série de locais que, não sendo os "very typical", fazíamos questão de visitar. E é sobre esses que nos vamos debruçar aqui. Mãe, pai e filha, todos preparámos bem estas férias. E, afinal, a preparação de qualquer viagem pode ser grande parte da diversão, não concordam? Neste caso, foi mesmo. Antes da partida já tínhamos três listas de "must do and see" para articular e reunir em cinco dias. E o mais engraçado foi perceber as particularidades de cada lista. Para não ficar demasiado extenso, resolvemos separar este tema em vários artigos. Aqui ficam, portanto, os primeiros locais que pai, mãe e filha fizeram questão de visitar. Da lista da Carolina faziam parte uma série de craft shops como a Paper Source e a Paper Presentation (papelaria, brindes e estacionário) e a Purl Soho (retrosaria). Paper Presentation   Purl Soho A Purl fica mesmo no Soho, um bairro de artistas e galerias. Daqui, a Cá trouxe uns kits lindos de costura e bordado. O Soho fazia parte da lista da mãe e, por isso, aproveitámos estar no bairro para ver umas quantas galerias de arte e lojas alternativas (de novos artesãos, estilistas e outros artistas).   Passemos, então, à lista da mãe: Com especial atenção à decoração de interiores e ao design, desta lista fazia parte o MOMA - Museum of Modern Art, onde apanhámos a exposição "The Value of Good Design".   Inspiração boa para criação de novas peças para a nossa casa! Aqui a Carlota saiu de lá com vontade de fazer pintura em tecido. Daí, o próximo local que aconselhamos, a Blick, loja de material de artes. Uma tentação! Não há como nos sentirmos todos uns artistas, aqui...

Linda esta parede, não? Esta semana terminámos um dos projetos mais apetecíveis para o atelier, uma parede. Não uma parede qualquer, em tijolo ou pladur, mas uma parede móvel. E para quê uma parede móvel, perguntam vocês. Sim, nós já construímos uma parede fixa (para quem não se lembra, podem vê-la aqui), mas não queríamos construir outra, para ter o espaço amplo sempre que quisermos. É que, por vezes, precisamos de resguardar uma ou outra zona do espaço e não queríamos nada fixo, nada definitivo. Queríamos algo do tipo biombo, que pudéssemos arrastar para onde fosse preciso. Por outro lado, precisávamos também de um cenário para fotografar os nossos trabalhos, algo que se pudesse mover para apanhar a melhor luz e ajustar-se ao objeto (por vezes grande) e decidimos, então, fazer esta estrutura com rodízios. A ideia andava por aqui há imenso tempo, mas decidimos meter mãos à obra quando descobrimos os papeis de parede mais giros de sempre! Tão giros que, em vez de uma, resolvemos fazer duas paredes destas, uma para o andar de cima e outra para a oficina, com duas faces diferentes cada uma. Mandámos vir os papeis daqui:  Papel de Parede dos Anos 70  – e estamos rendidos à sua qualidade!...